terça-feira, 16 de julho de 2013

Deputado Rogério Correia pode ser investigado por improbidade administrativa

Fonte: O Tempo

Ação pretende esclarecer o que é feito com o auxílio-moradia recebido pelo parlamentar, que já tem um imóvel em seu nome 

PUBLICADO EM 15/07/13 - 16h08

JULIANA BAETA

O deputado estadual Rogério Correia poderá ser investigado por improbidade administrativa. Segundo denúncia, ele estaria usando o auxílio moradia pago pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais de forma irregular.

De acordo com a representação protocolada nesta segunda-feira (15) junto à Promotoria Especializada na Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Belo Horizonte, de autoria do analista em redes sociais João Paulo Medrado, o deputado deverá ser investigado por causa de declarações dadas por ele em que reconhecia ter recebido de forma irregular e repassado a outras pessoas os recursos referentes ao auxílio moradia. Mesmo com imóvel em seu nome, o deputado continua recebendo o auxílio.

O objetivo da ação é esclarecer se esses recursos foram realmente repassados a terceiros ou se foram utilizados para financiar, indiretamente, atividades de cunho político-partidário. De acordo com a Constituição Federal, a legislação proíbe que recursos públicos sejam usados para financiar esse tipo de atividade.

A assessoria do deputado informou que ainda não teve conhecimento sobre a representação.

Outras denúncias

Esta é a segunda representação que pede a apuração de possível prática de crime de improbidade administrativa por parte do deputado Rogério Correia. A primeira, feita no final de 2011 e que está parada há um ano e meio no Ministério Público de Minas Gerais, pede a apuração da denúncia de que o parlamentar teria utilizado servidor público da Assembleia durante o horário de expediente para atuar na defesa de Nilton Antônio Monteiro, preso e indiciado por falsificação de documentos e suspeito de aplicar golpes contra empresários e espólios no valor de R$ 1,3 bilhão.

Além disso, a representação pede ainda a investigação sobre o uso de equipamentos da Assembleia na operação que objetivava levantar os modelos de assinaturas de diversas pessoas e que depois teriam sido localizadas nos papéis que ficaram conhecidos como a Lista de Furnas.

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